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IAG - Instituto Adriana Garófolo
● Cursos em
nutrição clínica
para profissionais que cuidam da qualidade de vida dos indivíduos e prevenção de doenças crônicas |
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Nutrição
A ciência da nutrição estuda os alimentos e a maneira pela qual nosso corpo os utiliza. Os nutrientes podem ser categorizados em macronutrientes, proteínas, carboidratos e gorduras, e micronutrientes, vitaminas e minerais, os quais são essenciais para o funcionamento adequado e, portanto, para um estado ótimo de saúde. A boa alimentação deve fazer parte da nossa rotina porque pode auxiliar na manutenção da saúde, na prevenção e tratamento de doenças, no desempenho da atividade física esportiva, no controle do peso corporal, nos estados de alergias e intolerâncias alimentares e na redução de fatores de risco para doenças crônicas. Alimentação também é parte importante do tratamento de doenças como hipertensão, diabetes, dislipidemias, cardiopatias, doenças renais, anorexia, etc. Além disso, com o passar dos anos o corpo sofre transformações, transitórias ou permanentes, como na infância, puberdade, gestação ou no envelhecimento, que podem demandar modificaçoes da oferta nutricional, para resultar no bem estar do indivíduo. Na atualidade, as pessoas devem preocupar-se, no mínimo, em manter um peso adequado. O excesso de peso aumenta o risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes, infartos, e câncer. Peso controlado e exercício regular são fatores importantes para uma vida longa e saudável, bem como a variedade alimentar, com baixo teor de gorduras, qualidade de fibras e ingestão moderada de açúcares e sódio. A alimentação balanceada é aquela que contém todos os nutrientes essenciais, ou seja, que o organismo não produz, necessários para a manutenção das funções dos tecidos e órgãos e do crescimento e desenvolvimento normais, nos casos de crianças e adolescentes. Assim, considera-se que alguns alimentos ou seus substitutos são elementos fundamentais para prover esses resultados. De forma didática, podemos classificar os nutrientes em energéticos, construtores e reguladores. Energéticos: são aqueles que garantem o combustível para as células do organismo, mantendo-as em atividade e assegurando-as a vida. São as células os elementos principais que compõem os órgãos e tecidos do organismo humano. Chamamos de energéticos açúcares e gorduras e todos os alimentos a base destes. Os principais são pão, arroz, macarrão, farinhas, açúcar branco, mel, milho, chocolates, óleos vegetais, manteiga, margarina, Construtores: são os nutrientes que formam/constroem as estruturas do organismo, construindo tecidos como os músculos e pele e órgãos como o fígado e o coração, bem como, enzimas, secreções, hormônios, etc. Sem esses elementos, nosso corpo se degenera. São chamados de proteínas: ovos, leite, queijos, carnes, peixes são os principais. Reguladores: conhecidos como vitaminas e minerais. São responsáveis por promover as funções das estruturas corporais, como mensageiros para que as células desempenhem suas atividades de forma adequada. Esses nutrientes estão distribuídos entre diversos alimentos. Para não haver falta desses elementos, é importante incluir na alimentação uma variedade de verduras, hortaliças, legumes, frutas, grãos como aveia, arroz e milho, leguminosas como feijão, soja, lentilha e ervilha, além do leite e derivados, das carnes e dos peixes. Nutrição Clínica Nutrição Clínica é o exercício da atividade nutricional voltado a hospitais, clínicas, etc., e também diretamente a indivíduos e pacientes em consultório e domicílio. Cabe ao nutricionista gerenciar e promover as atividades de assistência nutricional aos pacientes, elaborando o diagnóstico nutricional, com dados bioquímicos, antropométricos, laboratoriais e dietéticos. O nutricionista é quem elabora a prescrição dietética, registra a evolução nutricional e promove a educação alimentar e nutricional para os pacientes e familiares. O nutricionista interage com a equipe multidisciplinar prescrevendo suplementos nutricionais bem como alimentos para fins especiais e solicita exames laboratoriais necessários à avaliação nutricional. No caso do atendimento domiciliar, define protocolos relativos ao tratamento nutricional, desenvolvendo o programa nutricional para o paciente e familiares, e promove a adesão ao tratamento, orientando os procedimentos de preparo, manipulação, armazenamento, conservação e administração da dieta, considerando os hábitos e condições sociais da família, garantindo a qualidade e o aporte nutricional da dieta. Nutrição e Prevenção do Câncer No Brasil, o câncer é a segunda causa de morte por doença, apenas superada pelas doenças cardiovasculares. A incidência de câncer é expressiva quando comparada às taxas internacionais, como também exibe um perfil próprio, diferente do observado em outros países. O câncer apresenta um padrão biológico diferente entre crianças e adultos. Os processos tumorais em adultos envolvem, predominantemente, o tecido epitelial que, por ser de alta proliferação, apresenta maior suscetibilidade a mutações. O mecanismo da carcinogênese é resultado de uma série de alterações nos genes que atuam direta ou indiretamente no controle do ciclo celular. Atualmente, são conhecidas duas classes desses genes que atuam nos processos da carcinogênese. Várias evidências indicam que a alimentação ocupa um papel importante na carcinogênese, destacando-se, entre outros fatores de risco. Entre as mortes por câncer atribuídas a fatores ambientais, a dieta contribui com cerca de 35%, seguida pelo tabaco (30%) e outros fatores, como tipo de ocupação, álcool, poluição e aditivos alimentares, contribuindo com menos do que 5%. Acredita-se que uma dieta adequada poderia prevenir de três a quatro milhões de casos novos de cânceres a cada ano. Dos cânceres associados ao excesso de gordura, destacam-se mama, pulmão, cólon e reto. A World Cancer Research Fund (WCRF) em 2007, após a compilação dos estudos disponíveis sobre o assunto, concluiu haver evidências de risco apenas sugestivas de associação com estes cânceres. Outro grupo de alimentos que tem sido implicado no aumento do risco de câncer é o grupo das carnes. O mesmo grupo de estudiosos concluiu haver associação convincente de risco das carnes vermelhas com os cânceres de cólon e reto, além de poder haver uma possível associação com outros tipos, como pâncreas, mama, próstata e rim, encontrada em outros estudos. As carnes vermelhas, bem como aquelas processadas ou conservadas, como embutidos, carnes tratadas com nitrito, curadas e o churrasco foram os tipos que demonstraram maior associação de risco. Considera-se que o consumo diário de 400g de frutas, legumes e hortaliças seja responsável por uma redução de 23% no risco de todos os cânceres no mundo. De acordo com a conclusão da WCRF (2007), também há uma provável redução de risco para os cânceres de boca, faringe, laringe, esôfago, estômago e pulmão com o consumo de frutas. Entre os alimentos e elementos alimentares que podem conferir proteção contra alguns tipos de cânceres, também se destacam as fibras, os fitoquímicos e alguns nutrientes antioxidantes. Porém, ainda faltam evidências conclusivas de efeito para a grande a maioria. Atualmente, com a expansão do conhecimento na área genômica, tem-se reconhecido o papel dos nutrientes sobre a expressão genética e a resposta celular. Sabe-se, portanto, que variações genéticas entre os indivíduos (principal tipo são os polimorfismos) podem modificar as respostas nutricionais. Entretanto, mais estudos serão necessários para saber como o perfil genético influencia a habilidade de componentes dietéticos específicos para efetuar alterações no fenótipo. As principais conclusões e recomendações da WCRF (2007), baseadas em evidências de nível convincente, são que as aflatoxinas (toxinas produzidas no metabolismo dos fungos, principalmente em amendoins) aumentam o risco de câncer hepático, as carnes vermelhas e processadas aumentam o risco de câncer colorretal, a suplementação com beta caroteno aumenta o risco do câncer de pulmão e a gordura corporal aumenta o risco de câncer de esôfago, pâncreas, colorretal, mama pós menopausa, endométrio e renal. Além disso, algumas práticas também estão associadas com redução de risco: a atividade física reduz o risco do câncer colorretal e a amamentação o risco do câncer de mama em mulheres pré e pós menopausa. |
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