IAG - Instituto Adriana Garófolo

● Cursos e grupos de estudo em nutrição clínica para profissionais que atendem pacientes com câncer
● Atendimento clínico em nutrição para pacientes oncológicos

 Nutrição no Câncer

O tratamento oncológico é a arma para combater o câncer. Quimioterapia, radioterapia, cirurgia, terapias hormonais e imunossupressoras e transplante de medula óssea ou a combinação destes tratamentos, entre outros, são os principais meios para essa batalha.

Entretanto, o tratamento, apesar de combater o tumor, pode ter um impacto negativo sobre o organismo do indivíduo. É neste contexto que a boa nutrição, por meio de uma alimentação adequada e balanceada para cada indivíduo, dependendo do processo a que está submetido, pode auxiliar na prevenção dessas alterações causadas pela doença e seu tratamento.

É por esse motivo que uma alimentação adequada e balanceada para cada indivíduo, que depende do processo a que está submetido, pode auxiliar na prevenção e tratamento dessas alterações causadas pela doença e sua terapia. Para a aplicação da ciência da nutrição clínica neste contexto faz-se necessário conhecimentos mais específicos, como o aprofundamento dos aspectos da bioquímica, do metabolismo e da genética, que estão intimamente ligados com as áreas da nutrição e do câncer. Não há como se falar, na atualidade, em avaliação nutricional, sem que sejam considerados também indicadores clínico-metabólicos e bioquímicos. O profissional responsável pela terapia nutricional do paciente deve saber indicar, quando solicitar e como interpretar exames para uma avaliação metabólico-nutricional adequada.

Neste aspecto, o paciente deve estar atento à necessidade de ter um atendimento nutricional especializado e exigir que em seu tratamento sejam incluídas as orientações nutricionais pertinentes às suas dificuldades do momento. Somente profissionais com preparo em nutrição clínica aplicada à oncologia poderão avaliar, diagnosticar e tratar corretamente essas alterações, considerando as particularidades da doença.

Por isso é fundamental que profissionais interessados no manejo de pacientes com câncer estejam atentos à necessidade de aquisição de conhecimentos para o sucesso no cotidiano de sua profissão.

 O Profissional da Nutrição e o Paciente com Câncer

Os cursos do IAG são voltados para os profissionais habilitados em nutrição que queiram ou necessitem especializar-se em nutrição para pacientes com câncer. São, entre outros, o profissional nutricionista, o enfermeiro e o médico. Os cursos visam familiarizar e habilitar estes profissionais a interagir com o problema, dando-lhes condições de trabalhar adequadamente com o paciente oncológico.

O grande obstáculo para o profissional nesta área é o entendimento da fisiopatologia da doença e das suas complicações para que se possa aplicar a terapia nutricional adequada. A oncologia é uma ciência difícil devido à própria complexidade da doença e porque cada tipo e subtipo de câncer apresenta comportamento biológico distinto. Além disso, o paciente com câncer já apresenta um organismo fragilizado pela doença, o que será agravado pelas complicações inerentes aos tratamentos, e isto demanda aprimoramento no conhecimento dessa fisiopatologia por parte do profissional envolvido.

É fundamental para o profissional responsável pelo manejo nutricional do enfermo o conhecimento sobre interpretação de exames de sangue, que revelam as condições da medula óssea do paciente com câncer. Este atributo exige conhecimento específico e experiência na área em questão.

Muitos pacientes com câncer sofrem com os efeitos colaterais do tratamento. A quimioterapia, por exemplo, é um grupo de medicamentos que atua de forma sistêmica, ou seja, entra na corrente sanguínea e alcança todos os tecidos do organismo. Por isso, pode destruir também as células saudáveis desses tecidos, provocando as toxicidades ou falências orgânicas. Entre elas, as toxicidades mais comuns são o comprometimento imunológico e os distúrbios de coagulação, os distúrbios do trato gastrintestinal, renal e hepático, entre outros.

A radioterapia, apesar de ser localizada, apresenta os efeitos da irradiação sobre os tecidos e órgãos da área irradiada, podendo ter, dependendo da dose e duração da exposição e período de tratamento (número de sessões), efeitos similares à queimadura. Em regiões como medula óssea, cabeça, pescoço, pelves e abdome, pode ter efeitos muito negativos, comprometendo a imunidade, bem como ingestão, digestão e absorção de nutrientes.

Mesmo outros tratamentos têm efeitos negativos, apesar da sua ação no combate à doença. Por isso, pacientes submetidos a essas terapias têm grande risco de apresentar perdas importantes de nutrientes e alterações no processamento e na utilização dos mesmos, com isso prejudicando sua capacidade de defesa contra infecções e outras doenças, bem como a capacidade de defesa contra o próprio câncer.

É por isso que a nutrição enteral (pelo trato gastrintestinal) e parenteral (pela corrente sanguínea) são estratégias largamente utilizadas para assegurar e melhorar as condições nutricionais de pacientes com câncer. Para o sucesso desse tipo de terapia a equipe que trata este paciente deve estar muito bem treinada. Devido às dificuldades relacionadas à própria doença e tratamento, o uso de terapia nutricional em pacientes com câncer pode exigir maiores cuidados dos profissionais. O benefício destas condutas para alimentação está diretamente associado à capacidade do profissional de nutrição em orientar e adequar o método para cada situação, bem como implantar medidas adequadas de prevenção de complicações, controle e acompanhamento da terapia.

O manejo deste tipo de terapia exige um conhecimento específico, que compreende aspectos que vão desde a indicação e contra-indicação do método/via, prescrição e cálculo das necessidades nutricionais, avaliação das condições hídricas e eletrolíticas do paciente, das condições clínicas e metabólicas, das interações entre os próprios substratos e elementos nutricionais administrados e com medicamentos, além do controle das complicações da nutrição enteral e parenteral.

Tudo isso, somado à própria doença neoplásica, também leva o paciente a um estado debilitado com diminuição da capacidade física e motora, interferindo diretamente na sua qualidade de vida. É neste contexto que a boa nutrição, por meio de uma alimentação adequada e balanceada para cada indivíduo, dependendo do processo a que está submetido, pode auxiliar na prevenção dessas alterações causadas pela doença e seu tratamento.

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